Dwight D. Eisenhower iniciou o embargo em 1960, ao propor uma emenda à Lei Açucareira de 1948, reduzindo a cota de importação de açúcar cubano com base no "interesse nacional". As restrições logo se estenderam ao comércio de equipamentos militares e, a partir de 1962, o governo de John F. Kennedy consolidou o bloqueio em suas vertentes comercial e financeira, e também no plano político regional e internacional.
O embargo está aí até hoje. Provou-se ineficaz em seu objetivo estratégico, mas privou o povo cubano.
É irônico que a tese de se criar um "cordão sanitário" em torno do conflito colombiano seja defendida por aqueles que exigem da Casa Branca a suspensão do embargo cubanm.
Sorte do Brasil que o Itamaraty rejeita qualquer política de isolamento de qualquer país. Quando Condoleezza Rice pediu a Celso Amorim para neutralizar Hugo Chávez, o chanceler respondeu educamente que não seria possível. Por que ceder à tentação no caso colombiano?
Folha de São Paulo e Correio Braziliense trazem neste domingo estratégicas informações de campo e inteligência, mostrando que as Farc são problema regional. Não se trata apenas de incursões guerrilheiras ou das forças colombianas de um lado ou outro da fronteira. A guerrilha precisa do reconhecimento internacional de seu "status beligerante", por isso barganha politicamente com reféns civis. Desde que se associou ao narcotráfico, as Farc depende de uma estrutura internacional para fazer escoar a produção de cocaína. Armas, remédios, alimentos e todo tipo de insumo chega do exterior, do Brasil inclusive. O grupo, que se utiliza de atos terroristas, provoca o deslocamento de milhares de colombianos, que buscam refúgio nos países vizinhos. O Equador é o principal deles, com mais de 200 mil cidadãos instalados na região de fronteira. O Brasil também recebe centenas dele.
Diante de tantos dados ostensivos, velhos e novos, por quanto tempo mais o conflito colombiano será considerado "interno"?
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