O equatoriano Franklin Barriga López, diretor do Instituto Equatoriano de Estudos para as Relações Internacionais — o mais conceituado think-tank do país — de Quito, apresenta um argumento bastante diferente do que vem usando seu presidente, Rafael Correa. Segundo ele, o conflito regional tem nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), sua causa central, algo para o qual todos os governos, com exceção do de Álvaro Uribe, têm feito vista grossa.
Que lhe pareceu a resolução da OEA? É um texto equilibrado, sem palavras fortes, quase técnico…
A resolução da OEA é acertada, ainda que incompleta, já que se deveria condenar também a violação da soberania territorial equatoriana levada a cabo pelos narcoterroristas das Farc. Nos últimos meses, têm sido desbaratados pelas forças de segurança, em território equatoriano, dezenas de acampamentos desses bandoleiros colombianos, assim como incipientes plantações ilícitas e laboratórios de droga, o que demonstra sua dinâmica expansionista, da qual também sofrem os demais países que fazem fronteira com a Colômbia: Venezuela, Panamá, Brasil e Peru.
Para o senhor, o que significa o fato de não haver saído uma condenação à Colômbia ou uma verdadeira advertência de que a OEA não tolerará outros incidentes?
A solução para a crise deve se dar num marco de paz, mediante a linguagem da diplomacia e não das armas, a qual se sente obsessivamente inclinado o presidente Hugo Chávez da Venezuela. Nesse contexto, a OEA deve demonstrar sua eficácia.
Crê que resolução põe uma pedra no conflito ou ainda há risco de combate?
O combate não deve ser entre nações irmãs, mas contra os fatores adversos que impedem a concórdia e o desenvolvimento, como são o narcotráfico e a violência armada, junto a outros crimes dos quais as Farc são tristemente famosos expoentes. Nas Farc há que encontrar a causa principal do que está acontecendo. (CDS)
quinta-feira, 6 de março de 2008
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Um comentário:
muito bom ouvir isso de um equatoriano. parabéns pelo blog.
julio
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